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Fotografias que contam a história de Campos do Jordão.

 

 A Praça da Bandeira - 1942 - 2012


 

A PRAÇA

Para iniciar, é importante este relato sobre Carlos Imperial (Cachoeiro do Itapemirim – ES – 24/11/1935-1992), autor da linda e famosa música “A Praça”, lançada em 1967, eternizada pela voz do cantor Ronnie Von: "Carlos Imperial não era santo nem mau-caráter".

Realmente, apesar das críticas contrárias ao comportamento e ao estilo de vida de Carlos Imperial, temos de reconhecer que ele tinha grande sensibilidade para as coisas belas da vida. A música “A Praça” comprova, seguramente, essa sensibilidade. Por essa música ele mostra que as praças têm de ser eternas, respeitadas e valorizadas. Cada praça tem sua história peculiar, porém, a grande maioria traz recordações comuns que influenciaram as nossas vidas e, portanto, fazem parte da história particular de cada pessoa que, um dia, teve a felicidade de desfrutar do seu aconchego e das suas belezas inesquecíveis.

As praças identificam as cidades. Suas árvores, seus canteiros, seus bancos, seus adornos, suas calçadas, enfim, tudo faz parte da sua identificação. São os dados do seu R.G. (Registro Geral) que, sempre, devem constar desse documento de identidade próprio, único e imutável.

Na mesma praça, no mesmo banco, com as mesmas flores e o mesmo jardim, podíamos em qualquer época do ano acordar com saudade de alguém que marcou a nossa vida e sentar naquele banco da pracinha onde, com certeza, começou um grande amor ou foi palco de algum momento importante e inesquecível para a nossa vida e nossa história.

As praças nunca envelhecem, devem ser imutáveis e perenemente preservadas, possibilitando, a cada um, visitá-las quantas vezes tiver vontade e beijar aquela árvore tão linda, sentindo que até os passarinhos nos reconhecem e entendem toda nossa solidão e, solidariamente, ficam tristonhos e até emudecidos. Com o passar dos anos, muita coisa, infelizmente, não pode acompanhá-las eternamente, como o guarda, o velhinho pipoqueiro e o sorveteiro que assistiu aos primeiros e eternos beijos de amor. Com certeza, ficaram em nossas lembranças e recordações, pois o tempo passa e a gente vai crescendo, mas nunca esquece a felicidade que encontrou. Sempre estaremos lembrando daquele banco lá da praça, onde, algum dia, começou um grande amor.

Na Praça, mesmo que tudo pudesse ser igual, as recordações de cada pessoa que por ela passou eram especiais, particulares, eternas e únicas.

Já não temos o balanço e a gangorra. Hoje, nossos corações balançam desolados. No folguedo do sobe e desce da gangorra, esta, que alegrava nossa vida, foi jogada ao chão. O contrapeso da história, da tradição e das gratas recordações que nos impulsionava para cima foi retirado abruptamente, impiedosamente e, porque não dizer, criminosamente deixando-nos estatelados no chão da amargura, da tristeza e da saudade.

Hoje, estamos demasiadamente tristes. Muito mais que as doces lembranças mencionadas pelo Carlos Imperial na sua música maravilhosa, nos falta, além das gratas recordações, daquele amor vivido, daquele mesmo banco, daquelas mesmas flores e tudo mais, a principal razão de toda nossa felicidade, o jardim, a PRAÇA.

É difícil uma cidade que não tenha uma praça. Ela é o cartão de visitas da cidade, a sua verdadeira e principal identidade.

O nosso Jardim de Vila Abernéssia, na realidade, a nossa importante e querida Praça da Bandeira, foi inaugurada em festividade marcante, prestigiada por grande parte da população de Campos do Jordão e diversas autoridades, no dia 19 de novembro de 1942, durante a administração do prefeito municipal Dr. Lourival Francisco dos Santos (10/06/1941 a 12/07/1946). O prefeito municipal, na oportunidade, bastante entusiasmado e até emocionado, falou da importância da praça, especialmente como principal ponto de encontro da população jordanense e, também, como importante registro da nossa história e motivo de orgulho para as gerações vindouras.

Não existe registro e tampouco pessoas vivas que vivenciaram os preparativos e a inauguração da nossa Praça da Bandeira que possam esclarecer, definitivamente, sobre quem foi o venturoso projetista que idealizou a nossa praça. Aquele iluminado que, hábil e magistralmente, lhe deu a linda e maravilhosa configuração que permaneceu até o mês de janeiro de 2012, quando foi total e impiedosamente destruída, em troca da proposta indesejável da revitalização e construção de nova praça.

A Praça da Bandeira não necessitava, em hipótese alguma, dessa malfadada revitalização e construção de nova praça. Ela já estava alta e fortemente vitalizada há quase setenta anos. O que foi feito foi a sua irracional, total, irremediável desvitalização. Ela foi destruída há poucos meses de completar seu septuagésimo aniversário (70 anos de existência).

Na época da inauguração da nossa Praça da Bandeira, no longínquo ano de 1942, residia na cidade o famoso e grande artista plástico Carlos Barreto, que para cá veio em busca da cura para a tuberculose e trabalhava como desenhista/projetista da Prefeitura Sanitária de Campos do Jordão. Assim sendo, arrisco registrar, com grande dose de acerto, inclusive corroborado pelo amigo Pedro Paulo Filho, nosso maior, famoso e principal historiador de todos os tempos, que Carlos Barreto foi o grande projetista que idealizou a nossa praça.

De nacionalidade portuguesa, nascido na cidade de Funchal, capital da Ilha da Madeira, a principal do arquipélago da Madeira, com 740,7 km², a sudoeste da costa portuguesa, Carlos Barreto foi um excelente pintor, tendo produzido inúmeros quadros retratando a paisagem de Campos do Jordão durante as décadas de 1930 e 1940. Tinha uma personalidade artística poliédrica, já que foi escultor, músico, pintor, desenhista, teatrólogo e cronista, bom pianista e compositor de diversas músicas.

Escreveu Pedro Paulo Filho, escritor, advogado, jornalista e historiador, em seu livro “Campos do Jordão, o presente passado a limpo” – Editora Vertente Produções Artísticas e Literárias – 1997, p. 94:

“Carlos Barreto nasceu em Funchal, na ilha da Madeira, em 28 de setembro de 1906, vindo ao Brasil ainda criança, quando seus pais se estabeleceram na cidade de São João da Boa Vista, neste estado de São Paulo. Adoeceu dos pulmões em 1937 e aportou em Campos do Jordão em busca da saúde perdida, como tantos milhares de pessoas. Curou-se e ficou, participando de todos os movimentos artísticos, culturais e cívicos que a comunidade até então promovia para o gueto dos enfermos pulmonares. Casou-se com Hermínia Valentim, com quem teve três filhas: Maria do Carmo, Cléo e Cácy. Era um homem alto e magro, muito bonachão e de grande sensibilidade artística. Faleceu em 14 de agosto de 1951, tendo o Poder Público Municipal dado o seu nome a uma das vias públicas da cidade, na Vila Suíça.”

Assim sendo, se Carlos Barreto era português, também, com grande dose de acerto, conheceu inúmeros e belos jardins e praças, não só em Portugal, como em outros países da Europa. Daí, os canteiros harmonicamente por ele idealizados e projetados, para receberem as elegantes bordaduras de buxinhos que deveriam ser feitas e o foram, pelos jardineiros que executaram o seu projeto, distribuindo-os hábil e cuidadosamente no espaço destinado à nossa Praça da Bandeira. Na bordadura dos canteiros da nossa saudosa Praça da Bandeira, foram utilizados os elegantes e tradicionais buxinhos, a exemplo dos mais famosos jardins franceses, como o majestoso Palácio de Versalhes, situado na cidade de Versalhes, subúrbio de Paris, na França.

Um pouco sobre o tradicional BUXINHO - “Nome Científico: Buxus sempervirens - Sinonímia: Buxus arborescens, Buxus myrtifolia, Buxus suffruticosa – Nome Popular: Buxinho, buxo, árvore-da-caixa – Família: Buxaceae – Divisão: Angiospermae – Origem: Mediterrâneo, Oriente – Ciclo de Vida: Perene

“Arbusto muito utilizado para a topiaria, por suas inúmeras qualidades (Topiaria: arte de adornar os jardins dando a uma planta ou a grupos de plantas configurações diversas). Sua folhagem verde-escura é resistente e regenera-se bem das podas semestrais. Se você quer um autêntico jardim francês, não pode dispensar o buxinho, porém deve ter paciência, pois seu crescimento é relativamente lento se comparado às outras cercas vivas.

Tem grande durabilidade e rusticidade com os cuidados básicos, exigindo pouca manutenção. Perfeito para compor desenhos, cercas e esculturas vivas.” (Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre).



UM POUCO SOBRE JARDINS E PARTERRES

“Um parterre é um componente de um "jardim formal", plantado numa superfície plana e consistindo em canteiros de flores ou outras plantas, delimitados por sebes baixas ou muretes de pedra de proteção dos leitos florais interiores, rodeados de alamedas de passeio, normalmente pavimentadas com gravilha e dispostas simetricamente. Os parterres podem ser exclusivamente desenhados com plantas e arbustos, sem incluir flores. A palavra ‘parterre’ teve origem no francês com significado de "na terra.”

Os parterres franceses surgiram no século XVI, a partir dos jardins de nós ingleses, e alcançaram o seu expoente máximo no Palácio de Versalhes e nos seus muitos imitadores europeus, tais como os jardins do Palácio de Kensington, na Inglaterra.

O grande impulsionador dos parterres na França foi Claude Mollet, fundador de uma dinastia de viveiristas desenhadores de jardim que sobreviveu até ao século XVIII. A sua inspiração foi o pintor Etienne du Pérac, com quem trabalhou em Anet depois do regresso deste de Itália. Mollet decidiu modificar os "compartimentos" com entrelaçados simples que já existiam no século XVI, formados por sebes, por vezes abertos e pavimentados com areia, outras vezes abertos e cobertos com leitos florais. Por volta de 1595, Mollet introduziu os parterres nos jardins de Saint-Germain-en-Laye e de Fontainebleau; o desenho desenvolvido como um bordado "parterre en broderie" aparece pela primeira vez numa gravura de Alexandre Francini, contendo os planos revistos para as plantações dos jardins de Fontainebleau e de Saint-Germain-en-Laye, em 1614.

As sebes de buxos recortadas, utilizadas nos parterres, foram muito contestadas pelos patronos dos jardins, pelo seu "odor malicioso", tal como descrito pelo herbalista Gervase Markham. Antes de 1638, Jacques Boyceau descreve a gama completa de desenhos em caixa que o jardineiro pode utilizar:

“Os parterres são os adornos baixos dos jardins, que possuem um grande encanto, especialmente quando se observam de uma posição elevada: as bordaduras podem fazer-se com vários arbustos principais e arbustos secundários de várias cores, formados de diversas maneiras, com compartimentos, folhagem, bordados (passements), arabescos, grotescos, guilloches, rosetas, glorietas (gloires)” (Traité du jardinage selon les raisons de la nature et de l´art, p. 81-82, Jacques Boyceau).

Renascimento do parterre

“O estilo de jardinagem que se centrava no parterre caiu em desuso, inicialmente na Inglaterra, com o desenvolvimento do estilo naturalista do jardim inglês, a partir de 1720. A sua reintrodução na Inglaterra coincidiu com o Neo-Renascimento, no século XIX, em que se retomou a plantação compacta de leitos florais com espécies anuais, com cuidadosa seleção de cores e de época de floração para proporcionar os blocos de cor componentes do desenho. O parterre era plantado, como originalmente, em superfícies planas, devendo existir um ponto de observação elevado, como um terraço, para permitir apreciar o desenho.” (Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre).

“O buxo ou buxinho era muito utilizado para as formas recortadas. Nesses jardins a paisagem era desenhada com régua e compasso, caracterizando a simetria de linhas geométricas. Havia também muito contraste entre as formas naturais e as criadas pelo homem.

“Os principais jardins foram construídos pelo famoso arquiteto/paisagista de Luís XIV, André Le Nôtre. Sua obra mais marcante foi o jardim do Palácio de Versalhes.

Na França, os ‘parterres de broderie’ de buxo, iniciados no século XVII, caracterizavam seus jardins. As bordaduras eram compostas por buxo, murta, alfazema e alecrim, e os compartimentos dos tabuleiros, por flores, manjerona, tomilho, serpão, sálvia, etc. e areias coloridas.”


Finalizando, é bom enfatizar. Nossa saudosa Praça da Bandeira, nosso lindo e maravilhoso jardim de Vila Abernéssia, foi palco de grandes acontecimentos de Campos do Jordão, de inúmeras histórias gratificantes e inesquecíveis, durante quase setenta anos, data que iria completar no dia 19 de novembro de 2012. Foi impiedosamente sacrificada em plena praça pública, num dia negro para nossa história, no mês de janeiro de 2012. Essa lamentável execução foi encomendada e aprovada pela administração municipal que teve seu mandato, felizmente, encerrado em 31 de dezembro de 2012.

Lamentavelmente, não tiveram a menor complacência e respeito com a anciã quase septuagenário. Podemos dizer que a jogaram impiedosamente ao chão e passaram com máquinas e tratores por cima de tudo que tinha de tradicional e histórico. Os tradicionais buxinhos foram arrancados e jogados em cima de carrocerias de caminhões basculantes e levados para local ignorado, onde, com certeza, acabaram morrendo à mingua.

Tantas coisas importantes numa cidade extremamente carente, desprovida de inúmeras benfeitorias necessárias e há muito esperadas, poderiam ter sido feitas com os grandes valores gastos inútil e desnecessariamente. Não havia nenhuma necessidade de “revitalizar” a praça como propalaram. O calçamento da praça, feito com os tradicionais “blocretes” de cimento sextavados, estava em perfeito estado, talvez, um ou outro necessitasse ser substituído, como comprovam as fotos que estarão ilustrando este trabalho. Os canteiros com as bordaduras dos tradicionais e belos buxinhos somente necessitavam que as flores plantadas em seus interiores fossem habilmente substituídas periódica e rotineiramente, como foram durante toda sua longa existência, por espécies de épocas diversas, dentre outras: amores perfeitos, cravos e cravinas, calêndulas, dálias, papoulas, rosas, bocas-de-leão e digitalis, beijinhos ou impatiens, palmas, petúnias.

A nova praça “revitalizada”, fria, sem tradição, sem história, sem a beleza, sem o encanto que alegrou a população jordanense e todos que visitaram Campos do Jordão por quase sete décadas, praticamente composta de calçamento novo e desnecessário e muita grama. Depois de muitas críticas e reclamações “sobre o leite derramado”, sem nenhuma possibilidade de reverter o ato criminoso, resolveram introduzir em sua composição algumas mudas de plantas que florescem uma vez por ano e algumas novas mudas do tradicional buxinho.

Tristes lembranças estarão massacrando, para sempre, a memória de todos aqueles que, realmente, amam Campos do Jordão e que, um dia, se sentaram nos bancos daquela praça, nunca esquecendo a felicidade encontrada, que fez parte das nossas mais relevantes lembranças dos bons e maravilhosos anos de nossas vidas, “porque não tenho você perto de mim”, Praça querida e saudosa. Continuarei amando-a para sempre.

OBS.: Este trabalho deveria ter sido elaborado no auge do infausto acontecimento do sacrifício da nossa Praça da Bandeira, porém, confesso, não tive nem coragem, disposição e forças para isso, tamanho meu desapontamento e tristeza.

Edmundo Ferreira da Rocha
11 de fevereiro de 2013.




MÚSICA - A PRAÇA - 1967

Composição: Carlos Imperial – Interpretação: Ronnie Von

Clique abaixo e ouça a música "A Praça". Antes, desabilite o som na barra superior do site - lado direito


Hoje eu acordei com saudades de você
Beijei aquela foto que você me ofertou
Sentei naquele banco da pracinha só porque
Foi lá que começou o nosso amor
Senti que os passarinhos todos me reconheceram
E eles entenderam toda a minha solidão
Ficaram tão tristonhos e até emudeceram
Aí então eu fiz esta canção...


A mesma praça, o mesmo banco,
As mesmas flores e o mesmo jardim
Tudo é igual, mas estou triste,
Porque não tenho você perto de mim


Beijei aquela árvore tão linda onde eu,
Com o meu canivete, um coração desenhei
Escrevi no coração o meu nome junto ao seu
Ser seu grande amor então jurei
O guarda ainda é o mesmo que um dia me pegou
Roubando uma rosa amarela pra você
Ainda tem balanço tem gangorra meu amor
Crianças que não param de correr...


A mesma praça, o mesmo banco,
As mesmas flores e o mesmo jardim
Tudo é igual, mas estou triste,
Porque não tenho você perto de mim.


Aquele bom velhinho pipoqueiro foi quem viu
Quando envergonhado de namoro eu lhe falei
Ainda é o mesmo sorveteiro que assistiu
Ao primeiro beijo que eu lhe dei
A gente vai crescendo, vai crescendo e o tempo passa
E nunca esquece a felicidade que encontrou
Sempre eu vou lembrar do nosso banco lá da praça
Foi lá que começou o nosso amor...


A mesma praça, o mesmo banco,
As mesmas flores e o mesmo jardim
Tudo é igual, mas estou triste,
Porque não tenho você perto de mim.


A mesma praça, o mesmo banco,
As mesmas flores e o mesmo jardim
Tudo é igual, mas estou triste,
Porque não tenho você perto de mim...

 

 

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Edmundo Ferreira da Rocha

 

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