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Crônicas que contam histórias de Campos do Jordão.

 

Domício foi chamado por Deus 


Domício foi chamado por Deus

Domício Pazzianotto

 

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Domício Pazzianotto, jordanense velho de guerra, de tradicional família jordanense, deixou-nos inesperadamente em 21 de junho do corrente ano. Foi uma pessoa admirável em vida. Lembro-me dele, como funcionário do antigo Grande Hotel, do tempo de Henrique e Hans Hillebrecht, assim como dos funcionários Felício Raimundo Neto, Léo Traunmüller e Otávio Pina. Por mérito e competência chegou a chefiar os Recursos Humanos do antigo Grande Hotel. Ele foi um dos últimos funcionários a apagar as luzes daquele que foi um dos mais importantes hotéis da história de Campos do Jordão. Domício era um cidadão honrado, trabalhador e preocupado com os problemas jordanenses, virtudes que transferiu aos seus filhos e netos. Foi casado com a senhora Ruth da Silva Pazzianotto, ao longo de 56 anos, de cuja união nasceram filhos dignos e trabalhadores. Domício chegou a presidir o Sindicato dos Empregados no Comércio Hoteleiro da Estância, do qual este cronista foi advogado por décadas. Poucas pessoas sabem, mas é importante rememorar: nas décadas de 60 de 70, conseguiu trazer para a cidade uma agencia do Ministério do Trabalho, de modo que os jordanenses não precisavam dirigirem-se à cidade de Taubaté para obter Carteira de Trabalho. Também conseguiu trazer para Campos do Jordão uma agência do IAPI, atual INSS, beneficiando a muitos jordanenses. Mais do que isto, Domício nos anos 70 foi escritor e diretor de radionovelas, tendo escrito, atuado e adaptado várias peças para novelas, levadas ao ar pela emissora local, despertando inúmeras vocações na juventude jordanense. Inspirou até o filho André, um dos melhores locutores que passaram pela radiofonia de Campos do Jordão. “Mea culpa, mea culpa, mea máxima culpa”, confessa o cronista, pois, dezenas e dezenas de vezes, solicitei ao Domício um depoimento sobre o antigo e famoso Grande Hotel e ele respondia: “Aparece lá em casa, Pedro, vamos gravar um depoimento”. E este cronista falhou, adiou, retardou, procrastinou e não fez a tão almejada gravação com Domício Pazzianotto. Penitencio-me por esse descaso, porque não o entrevistei. Se Deus me levar pro céu, reencontrarei Domicio e farei lá uma gravação sobre o tradicional Grande Hotel, onde ele trabalhou mais de cinquenta anos. Paulo, na Epistola aos Romanos, disse: “Alegrai-vos com os que alegrem e chorai com os que choram”. Parece que Domício partiu para muito longe, mas ele está bem perto do nosso coração.

Dr. Pedro Paulo Filho
Advogado e Historiador

02/07/2013

 

Acesse esta crônica diretamente pelo endereço:

www.camposdojordaocultura.com.br/ver-cronicas.asp?Id_cronicas=118

 

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